{"id":826,"date":"2016-09-12T15:17:50","date_gmt":"2016-09-12T20:17:50","guid":{"rendered":"https:\/\/pwol.ca\/pwol-pt\/?page_id=826"},"modified":"2016-09-13T15:39:41","modified_gmt":"2016-09-13T20:39:41","slug":"compromisso-liberdade","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/pwol.ca\/pwol-pt\/compromisso-liberdade\/","title":{"rendered":"Compromisso e Liberdade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">Durante muitos anos, apesar de muitas alegrias e conquistas, e de estar <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-829\" src=\"https:\/\/pwol.ca\/pwol-pt\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Boredom.jpg\" alt=\"boredom\" width=\"106\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/pwol.ca\/pwol-pt\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Boredom.jpg 327w, https:\/\/pwol.ca\/pwol-pt\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Boredom-212x300.jpg 212w, https:\/\/pwol.ca\/pwol-pt\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Boredom-177x250.jpg 177w\" sizes=\"auto, (max-width: 106px) 100vw, 106px\" \/>cercado de pessoas maravilhosas, a maior parte de minha vida teve um tom muito miser\u00e1vel.\u00a0Essa \u00e9 uma express\u00e3o forte, mas considero-a adequada. Eu tinha dificuldade de me comprometer; e aquilo me arruinava, porque tamb\u00e9m havia em mim um forte desejo de ter sucesso e de dar o meu melhor aos outros, \u00e0 vida, a Deus. Mas eu simplesmente n\u00e3o conseguia superar aquela barreira pela for\u00e7a de vontade; e ficava sendo empurrado, por mim mesmo, para frente e para tr\u00e1s \u2013 com algum avan\u00e7o, como sempre h\u00e1, mas predominantemente num vai e vem constante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Minha busca do autoconhecimento, com base nos ensinamentos do Pathwork, me fez entender <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-830\" src=\"https:\/\/pwol.ca\/pwol-pt\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Commitment-as-a-loss.jpg\" alt=\"commitment-as-a-loss\" width=\"150\" height=\"92\" srcset=\"https:\/\/pwol.ca\/pwol-pt\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Commitment-as-a-loss.jpg 718w, https:\/\/pwol.ca\/pwol-pt\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Commitment-as-a-loss-300x185.jpg 300w, https:\/\/pwol.ca\/pwol-pt\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Commitment-as-a-loss-250x154.jpg 250w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/>que precisamos enxergar nossa mis\u00e9ria interior autocriada, porque apenas assim teremos condi\u00e7\u00e3o de sair desse estado. Depois de muitos passos nessa busca, comecei a perceber determinados padr\u00f5es em minha vida. <a id=\"Read-More\"><\/a>O padr\u00e3o mais marcante era o receio de ir at\u00e9 o fim em alguma atividade; ou, dizendo de outra forma, o medo de me comprometer. O compromisso sempre me levava \u00e0 forte sensa\u00e7\u00e3o de perda, e aquilo me travava.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Compreendi que essa sensa\u00e7\u00e3o de perda decorria do que, no Pathwork, chamamos de \u201cImagem\u201d: uma conclus\u00e3o fixa, generalizada, imatura e, portanto, err\u00f4nea. Passei a me empenhar em identificar essa imagem, para poder ent\u00e3o dissolv\u00ea-la.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-832\" src=\"https:\/\/pwol.ca\/pwol-pt\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Passivity-3.jpg\" alt=\"passivity-3\" width=\"150\" height=\"121\" \/> Em meu Pathwork tive alguns importantes insights. Um deles foi: \u201cs\u00f3 quem \u00e9 livre pode se comprometer\u201d. Eu precisava me libertar da imagem de que compromissos implicavam em perda. Ao longo dos \u00faltimos anos, e com a ajuda de meu Helper, Gustavo, obtive v\u00e1rias express\u00f5es concisas dessa imagem. A mais recente, e talvez a que a exprima melhor, \u00e9: <u>\u00e9 na passividade que tenho o que necessito<\/u>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nessa ocasi\u00e3o \u2013 h\u00e1 mais ou menos um ano \u2013 eu j\u00e1 tinha identificado minha dificuldade de me comprometer, j\u00e1 avan\u00e7ara muito na identifica\u00e7\u00e3o de minha imagem central, mas ainda n\u00e3o tinha feito uma conex\u00e3o clara entre ambas. Al\u00e9m disso, minha corrente de nega\u00e7\u00e3o dessa conex\u00e3o ainda estava muito ativa. (Ela ainda existe, mas j\u00e1 perdeu boa parte de sua for\u00e7a.) Ent\u00e3o, apesar de entender que s\u00f3 quem \u00e9 livre pode se comprometer, e que n\u00e3o poder se comprometer \u00e9 estar aprisionado, eu ainda n\u00e3o conseguia me comprometer, porque o sentimento de que eu perderia algo em um estado de atividade ainda era muito forte. N\u00e3o d\u00e1 para vencer isso com a mente, apenas. O sentimento ainda era de que eu precisaria estar em um estado de passividade para evitar perdas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em medita\u00e7\u00f5es e visualiza\u00e7\u00f5es procurei reavivar mem\u00f3rias da inf\u00e2ncia e perscrutar o inconsciente, na busca de poss\u00edveis origens para a imagem identificada. Relembrei que aos quatro anos tive uma s\u00e9ria <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-833\" src=\"https:\/\/pwol.ca\/pwol-pt\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Sick-kid-with-mom.jpg\" alt=\"sick-kid-with-mom\" width=\"150\" height=\"111\" srcset=\"https:\/\/pwol.ca\/pwol-pt\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Sick-kid-with-mom.jpg 606w, https:\/\/pwol.ca\/pwol-pt\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Sick-kid-with-mom-300x222.jpg 300w, https:\/\/pwol.ca\/pwol-pt\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Sick-kid-with-mom-250x185.jpg 250w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/>doen\u00e7a renal. O m\u00e9dico disse que eu precisaria de repouso absoluto, e que o sal deveria ser retirado de minha dieta. Assim, minha m\u00e3e, que trabalhava nos tr\u00eas turnos para nos dar uma vida digna, tirou uma licen\u00e7a e ficou ao meu lado por uns quatro meses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tenho \u00f3timas lembran\u00e7as daquela \u00e9poca. De forma incomum, para uma crian\u00e7a daquela idade, quase sempre eu seguia \u00e0 risca a recomenda\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. At\u00e9 para ir ao banheiro eu precisava ser levado nos bra\u00e7os, mas eu n\u00e3o me importava, porque tinha minha m\u00e3e ao meu lado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas, como disse, era <u>quase<\/u> sempre que eu seguia a recomenda\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Uma vez fui ao banheiro sozinho, e minha m\u00e3e me surpreendeu com uma repreens\u00e3o na forma de um grito. \u00c9 claro, ela estava preocupada com minha recupera\u00e7\u00e3o, mas aquilo foi marcante, e acho que me levou a seguir ainda mais rigorosamente a recomenda\u00e7\u00e3o de repouso absoluto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m lembro que minha m\u00e3e comprou um Atlas, e havia nele um desenho dos planetas, com seus nomes. Eu memorizei os nomes dos planetas na ordem correta, e ela se mostrava bastante orgulhosa daquilo. E, assim, o tempo foi passando, com outras experi\u00eancias semelhantes, at\u00e9 que me recuperei completamente, e minha m\u00e3e voltou \u00e0 sua rotina de trabalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em minha mente, como uma crian\u00e7a de quatro anos, minha recupera\u00e7\u00e3o foi, de certa forma, uma perda: perdi a companhia constante de minha m\u00e3e. \u00c9 claro, n\u00e3o houve nenhuma injusti\u00e7a naquilo, nem minha m\u00e3e cometeu erro algum ao voltar a trabalhar. Foi uma experi\u00eancia pela qual precisei passar. Mas, na \u00e9poca, minha mente infantil gerou uma conclus\u00e3o imatura, fixa, generalizada, e, portanto, err\u00f4nea.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa lembran\u00e7a favoreceu, ent\u00e3o, um momento de culmin\u00e2ncia na minha jornada, quando o movimento da espiral c\u00f4nica ascendente a que se refere o Guia finalmente me levou a seu ponto final, fechando um ciclo da minha jornada. No estado torturante de vai e vem, eu ficava criando planos e desistindo deles. Ap\u00f3s algum avan\u00e7o, consegui enxergar como os planos eram r\u00edgidos, e assim me aprisionavam. Mas eu ainda n\u00e3o enxergava a solu\u00e7\u00e3o, e passava a n\u00e3o fazer planos, sob o pretexto de me entregar \u00e0 vontade de Deus, e me sentia igualmente aprisionado. Parecia n\u00e3o haver sa\u00edda, at\u00e9 que, continuando o trabalho, tive uma experi\u00eancia interior profunda, que transcrevi, para mim mesmo, nas seguintes palavras:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-831\" src=\"https:\/\/pwol.ca\/pwol-pt\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Decide-as-you-go-4a.jpg\" alt=\"decide-as-you-go-4a\" width=\"200\" height=\"136\" srcset=\"https:\/\/pwol.ca\/pwol-pt\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Decide-as-you-go-4a.jpg 732w, https:\/\/pwol.ca\/pwol-pt\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Decide-as-you-go-4a-300x205.jpg 300w, https:\/\/pwol.ca\/pwol-pt\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Decide-as-you-go-4a-250x170.jpg 250w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/>\u201cEu tenho um plano geral, mas o que de fato farei, quero decidir a cada dia, a cada hora, buscando sempre a verdade, em um esp\u00edrito de servi\u00e7o a Deus, ao pr\u00f3ximo. N\u00e3o h\u00e1 compromisso maior que esse. N\u00e3o h\u00e1 liberdade maior que essa. E o plano pode ser sempre revisto. A verdade a que me refiro, compreende especialmente a verdade interior, o que inclui reconhecer quando n\u00e3o desejo estar na verdade. Mas quero lutar para n\u00e3o cair na armadilha da autoindulg\u00eancia, na armadilha da fuga, do escape. S\u00f3 assim poderei viver plenamente, e cumprir meu destino.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Paulo Peixoto<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Colaborador do PWOL<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Setembro de 2016<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante muitos anos, apesar de muitas alegrias e conquistas, e de estar cercado de pessoas maravilhosas, a maior parte de minha vida teve um tom muito miser\u00e1vel.\u00a0Essa \u00e9 uma express\u00e3o forte, mas considero-a adequada. 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